A Europa está sofrendo com ondas de calor fortíssimas. É inacreditável como, a cada ano que passa, minhas carioquices se desprendem do meu ser. Nunca que 33 graus me fariam derreter de calor.
Mas, falando sério, o calor em Londres é muito diferente. Como a arquitetura aqui é pensada para reter o calor, a gente assa. Fico pensando nos pacientes que estão internados e têm que dormir sem ventilador ou ar-condicionado. A privação de sono pode ser um fator importante para a deterioração da saúde mental, e algumas medicações também podem causar reações ao calor e ao sol. São tantas variáveis. Tadinhos.
O calor também me afetou física e emocionalmente. Esta semana chorei de cansaço. Sentei e chorei. São tantas coisas acontecendo, tantas reuniões, deadlines, conversas intermináveis em inglês, que decidimos ir à praia para relaxar.
Fomos à praia mais popular e odiada da Inglaterra, Brighton. Apesar de não ter areia e de a praia ser de pedra, a água estava maravilhosa, as pessoas muito simpáticas e agradáveis, e a cidade uma gracinha. A comida continua parecendo a mesma de Londres, insossa, mas valeu a pena pelo fish and chips.
Quando cheguei à Europa, eu vivia viajando e saltitando por aí. Hoje, descobrir que existe uma praia a uma hora e meia de casa me anima mais do que um voo barato para outro país. Será velhice? Ou, de repente, quando o mestrado acabar, eu fique animada de novo.
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| bymairaalves |

